UM ANJO MUITO MALANDRO

Peça em um ato e dez cenas

        Um anjo, com características muito bem definidas de malandro, se apresenta a uma família de favelados trapalhões e na sua intenção de provocar mudanças de comportamentos causa muitos conflitos e confusões.

              A peça é uma alegoria destinada a despertar o desejo da autotransformação nas pessoas que a assistem. Pode ser compreendida em diferentes níveis de profundidade, sendo excelente material de estudo e interpretação de texto

           É uma comédia muito engraçada, mas não permite que a seriedade da mensagem se perca no riso.“


Visão do Autor
Para mim o teatro não é um fim, mas apenas o palco onde desenrolo tramas destinadas a despertar nos espíritos a valorização de suas funções mais nobres, como a consciência proveniente do exercício da razão e os verdadeiros sentimentos de amor e de respeito ao próximo de qualquer cor, nacionalidade ou religião ... 
Seja ele brilhante intelectual ateu e materialista ou apenas alguém cuja simplicidade não permite a ostentação de qualquer adereço cultural de caráter esnobe ou honorífico. .. Para mim, esse palco deve se revestir de luzes... Não as que encantam, distraem, entretêm ou acendem-se pelo período de tempo em que a escuridão é esquecida ou tornada mais aceitável, até atraente ... e sim as que iluminam e revelam figuras rígidas... corrompem ou se infiltram, obstinadas nas mais recônditas fendas do obscurantismo.

Sim, pois é das profundas, arquetípicas e obscuras fendas da mente inconsciente que ressonam as vozes motivadoras dos atos que contrariam as melhores intenções humanas...Nelas, então, se originam os sentimentos de ódio, que sustentam preconceitos, despeito, ambição, inveja e competição destruidora do ambiente natural e das pessoas. Delas, portanto, se originam as exigências de amor e respeito... as opiniões impedidas de serem profanadas pelas luzes do pensamento crítico... Porque foram consagradas às trevas”.

Prof.  Jorge Melchiades Carvalho Filho