PRAZER: REALIDADE OU FANTASIA?

“Pequenos momentos de prazer
superam os imensos desatinos
que nos infringimos, para ter
aquilo em que investimos o poder
de nos abastecer e manter...

No entanto, quantos momentos
de prazer foram ignorados
por nos colocarmos prostrados,
na vivência dos “ocupados”?
Sem ciência daquilo que nos
alivia, enaltece, contagia,
aquece e guia...

Fazer do sonho uma verdade,
e ignorar duplamente a realidade...
Deixamos de ser reais,
meramente, responder
a sinais...
E assim, alheios e contaminados
pelas influências banais,
agimos como, e portanto somos,
débeis mentais...

Deixar de absorver as
mensagens de cada instante,
apenas conduz-nos às abordagens
do comandante...
Qual seja:
eternizar a ignorância,
para que, sob qualquer circunstância..
operemos sem relutância...
Sem consultar a importância
de uma mente sã e arguta...
Feito matéria bruta,
sem substância

que comprometa a dominância
do comandante,
que mantém assim,
a rédea a curta distância...

Somos livres e inteligentes,
podemos agir livremente...
Mas, se renitentes na
clausura da mente,
sem dar-lhe luz e consciência,
podemos fazer de nossa
inteligência,
mais um produto
do ser que apenas dá vazão,
ao fruto da imaginação...

A inteligência, em latência,
então,
aguarda a luz
e a mudança
do comando que a conduz...”

Márcia