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Ótima oportunidade ao leitor, de conhecer alguns conceitos básicos da teoria freudiana através de uma sintética, interessante e revolucionária versão não materialista. Ao relatar O SONHO que teve com o criador da Psicanálise, o autor vai expondo, de maneira acessível a qualquer pessoa interessada, os passos primordiais para o início de uma ANÁLISE pessoal, que leve em conta os anseios mais PROFUNDOS da alma.

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JESUS NASCEU?

Estamos nos aproximando do natal e, novamente, por tradição, comemoramos o aniversário de Josué-bar-José, fenomenal personalidade que os evangelhos dão como nascido em Belém, na Judeia, e que passou a ser chamada de Jesus pelos romanos e de Christós pelos gregos. Há mais de dois mil anos a civilização ocidental, ou boa parte do mundo, tem lembrado em prosa e em verso as peripécias do aniversariante, porque a ele se atribui a maior das revoluções que pode acontecer com o homem, que é a de conhecer a verdade que o liberta. Evidentemente, a verdade só pode libertar da mentira, que, segundo Jesus, escraviza o homem à hipocrisia e aos sepulcros caiados.

Sendo motivo de crença e de fé para alguns, o aniversariante é considerado um grande taumaturgo que encarnou o próprio Deus entre os mortais. Abordado como objeto de estudos, por outros que buscam as evidências antropológicas de sua vida e magistério, é entendido como um sábio que, traduzindo religiosidade contaminada pela filosofia helênica, ensinou aos que dele se aproximaram, subvertendo as bases dogmáticas da religião tradicional. Teria incomodado tanto a fé dominante de então, quanto o sossego dos imperialistas romanos da região, razão pela qual teria sido martirizado e morto na cruz erguida num elevado chamado Gólgota ou Lugar da Caveira.

Entre os estudiosos do aniversariante ainda há os que discutem se ele e sua vida, não seriam partes de um mito, do tipo que Platão, o grande discípulo de Sócrates, gostava de usar para ilustrar suas lições filosóficas. Quem deposita fé nessa versão alega que Jesus não teria existido realmente, ou não passaria de uma mera tradição fantasiosa... Há estudiosos depositando fé na versão de que estamos diante de uma lenda, isto é, de um homem que teria existido e em razão de certos saberes filosóficos e dotes carismáticos, cujos feitos foram enaltecidos ao fantástico pela imaginação de seguidores.

O fato é que, sua existência, divina ou meramente mortal, foi aceita plenamente até o final do século XIX, quando, em razão da mudança de mentalidade causada pelo advento das ciências modernas, se começou a levantar as primeiras dúvidas acima descritas. Entre todas elas eu prefiro as seguintes: 1) - Como um homem tão simples, em região tão desértica e desolada, em meio de outros poucos tão humildes quanto ele, pôde ultrapassar, em prestígio, a tantas personalidades grandiosas da história da humanidade, a ponto de modificar com o seu nascimento, o calendário da civilização ocidental? 2) Que pessoa extraordinária essa, que mesmo sem nunca ter existido marcou na história dos homens uma mensagem de moral tão grandiosa e inspiradora de fraternidade humana?

Abrindo, porém, o meu caminho entre os de fé de mais ou de menos, prefiro, juntamente com dois terços da humanidade, incluindo aí os céticos, ter o coração enternecido em meio a tantas demonstrações de indiferença pelo azar alheio, e comemorar o natal dessa inesquecível figura de luz que se convencionou celebrar no dia 25 de dezembro. Por isso, desejo agora, aos amigos da Folha Nordestina e aos leitores, que vibrem em uníssono, numa corrente de amor e abracem com ternura e alegria seus parentes e amigos, nessa noite maravilhosa de paz. Feliz Natal a todos.

 

 

Prof. Jorge Melchiades Carvalho Filho

Publicado na Folha Nordestina – edição de dezembro - 2013

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