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Ótima oportunidade ao leitor, de conhecer alguns conceitos básicos da teoria freudiana através de uma sintética, interessante e revolucionária versão não materialista. Ao relatar O SONHO que teve com o criador da Psicanálise, o autor vai expondo, de maneira acessível a qualquer pessoa interessada, os passos primordiais para o início de uma ANÁLISE pessoal, que leve em conta os anseios mais PROFUNDOS da alma.

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O MESTRE DOS MESTRES

Numa comunidade, havia um professor muito amoroso, que tomou para si a missão de dar exemplo de conduta humanitária e, por isso, fundou uma escola destinada a preparar jovens para fazerem o mesmo que ele, nas próximas gerações. Esse professor havia acumulado larga experiência e conhecimento, tanto na prática de ensino, como no modo de resolver os problemas gerados por indivíduos com os quais lidava. Por tudo isso, muitos o consideravam um sábio e o chamavam de “mestre”...

Para estimular a aprendizagem de liderança ética e, portanto, sociológica e racional, esse professor escolhia um grupo de aprendizes e os colocava sob a tutela de alunos mais graduados. Todavia, verificava que estes, apesar de terem recebido ensinamento teórico sobre humildade, em vez de entenderem que estavam diante de valiosa oportunidade para aprender a liderar, normalmente se inclinavam à soberba dos banais, se envaidecendo, por acharem que foram escolhidos para o exercício da função de “monitor”, por serem “melhores” que os demais.

O mestre, então, se aproveitava dessas ocasiões para ensinar, na prática, que a vaidade “não apita”; isto é, não se faz audível nem evidente para o vaidoso. Acostumado a viver na normal inconsciência da arrogância, que é sempre proporcional ao tamanho da ignorância, o sujeito não vê a insignificância do homem perante o tempo e o espaço universal, e passa a se considerar mais importante do que realmente é. Por incrível que pareça isto explica o tratamento indiferente e até grosseiro que deu um funcionário público ou até mesmo o simples balconista de uma loja, ao leitor...

Explicava também, que a vaidade é o primeiro empecilho a ser superado por quem busca a conduta humanitária, porque mantém a visão distorcida e ilusória da realidade e torna suas vítimas arrogantes e incapazes de exemplificar ações éticas, já que estas implicam no respeito autêntico dedicado a outras pessoas.

Um dia, novatos bem intencionados, mas de formação banal, em momento de irrefletida empolgação, aplaudiram um dos “monitores” e, muito mais no afã de chamar a atenção sobre si do que para expressar autêntica admiração, subiram nas cadeiras fazendo ruidosa e mal-educada manifestação, com gritos, assovios e movimentos semelhantes aos dos animais excitados.

Agindo como comumente agem os jovens não dedicados à aprendizagem de proposta ética e humanitária, o “monitor” respondeu exagerando nos modos vulgares e pouco discretos, pois se deixou empolgar pelos aplausos, os quais foram de valor questionável e mais apropriado para estimular artistas sem compostura. Por esta razão, o mestre chamou o aprendiz “monitor” de lado para conversar sobre seus equívocos, pois tinha “se esquecido” das lições recebidas, segundo as quais, a presunção vaidosa torna o indivíduo ingrato e, acima de tudo, incoerente.

O aprendiz passou a querer convencer ao mestre que agiu certo, e que, portanto, era quem estava errado... Ademais, dizia que aquela ação do professor, de lhe chamar a atenção, não era a de um mestre e que, portanto, não o reconhecia como tal... Falava alto e gesticulava, de modo que todos ouviram e puderam perceber que esse “monitor”, antes se colocara diante de quem reconhecia saber MAIS, pois, supostamente estava ali para aprender, mas agora mostrava que, na verdade, achava que sabia MAIS, e que foi lá para ENSINAR O MESTRE. Essa total incoerência do aprendiz “monitor” também é muito comum e aparece nítida na conduta de muitos estudantes do ensino médio e universitário na atualidade...

Então, o professor que sempre ensinou, a todos os seus aprendizes, o quanto é perda de tempo tentar dialogar racio-nalmente com quem está mais disposto a exibir “sabedoria” de ignorante, do que para raciocinar, virou as costas e, antes de se afastar, disse: “Realmente, você não pode me considerar seu mestre, pois se considerasse, teria aprendido a ser mais coerente e, portanto, menos irracional”.

 

 

Prof. Jorge Melchiades Carvalho Filho

Fundador do NUPEP

Membro da Academia Sorocabana de Letras

Publicado na Folha Nordestina – edição de maio - 2013

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