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Ótima oportunidade ao leitor, de conhecer alguns conceitos básicos da teoria freudiana através de uma sintética, interessante e revolucionária versão não materialista. Ao relatar O SONHO que teve com o criador da Psicanálise, o autor vai expondo, de maneira acessível a qualquer pessoa interessada, os passos primordiais para o início de uma ANÁLISE pessoal, que leve em conta os anseios mais PROFUNDOS da alma.

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VEJA! QUE MENTIRA!

A revista Veja é um veículo de destaque no cenário midiático brasileiro e tem comprovada eficiência em fazer denúncias de corrupção, de tramoias políticas, do aumento absurdo da impunidade, do tráfico de drogas, da alta criminalidade e de outras barbaridades. Goza de meritória missão informativa no Brasil, que por enquanto..., ainda permite a livre expressão jornalística. Entretanto, peca quando abandona a imparcialidade funcional nas matérias que publica, e o jornalista puxa a sardi¬nha para a brasa de sua crença ateia e materialista. Aí, falta com o respeito aos leitores com alguma religiosidade e aos que estão mais preparados para perce¬ber essa insidiosa tentativa de MANIPULAR a opinião de incautos. É o caso da revista nº10, de 6 de março de 2013, que já na manchete de capa anunciou: “Cérebro – As imagens que revelam a origem biológica do pensamento e das emoções...”. E ainda, no título da matéria, na pag. 81, “A mente ao vivo e em cores”.

Depois de prometer imagens da mente e da origem do pensamento, a revista só mostra fotos de alta resolução, DO CÉREBRO, ou de neurônios em atividade... É como se prometesse mostrar a imagem de Deus e mostrasse um cientis-ta pensando..., na própria insignificância e impotência perante o câncer que consome suas entranhas. Ora, é como diz meu amigo vereador e agora secretário municipal de esportes, o simpático Moko Yabiku: “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”...

A promessa de expor a nascente biológica dos pensamentos e das emoções coloca em cheque a seriedade da revista e a competência intelectual dos jornalistas que ousam escrever sobre temas científicos. Anuncia que o pensamento e a mente tiveram a subjetividade desnudada e revelada, objetivamente, pelos sofisticados aparelhos da atualidade, e tal afirmação é também como a do pastor que, para EXIBIR PODER de expulsar demônios, expõe um vigarista ao ridículo de uma es-petacular encenação pública. É, portanto, uma deslavada MENTIRA, nos moldes usuais dos ateus materialistas querendo parecer que já resolveram o célebre problema filosófico cartesiano, da integração entre alma e corpo. Aliás, é óbvio que eles tentam “cavar” espaço em cenário de influências no PODER político, mostrando trabalho missionário destinado a levar povo inculto para uma CRENÇA antiética e irresponsável.

Ora, a ciência é objetiva e só pode ater-se a neurônios e sinapses com cores que indicam a passagem de correntes eletrobiomagnéticas passíveis de serem registradas e quantificadas. O resto é firula ou especulação, na qual se acredita ou não. Apesar dos grandes avanços para a medicina e para a tecnologia do futuro, que esses estudos proporcionam, dizer que se chegou à origem biológica do pensamento é como dizer que se chegou a conhecer a mãe e o pai do motorista de um automóvel abandonado, só por se ter visto o veículo funcionando... É verdade que as peças mecânicas do carro têm registros memorizados que as fazem desempenhar funções de modo mecânico, como ocorrem com as estruturas genéticas. Mas, fazê-las funcionar, ou vê-las em ação, não significa conhecer o motorista que o guia. Por esta razão, nenhum cientista honesto afirmaria ter encontrado a mente, pensamentos e emoções fora de si mesmo, pois estas “coisas” não são tridimensionais, nem passíveis de registro e de quantificação.

Se a notícia fosse dada com seriedade, versaria sobre o admirável avanço científico e sobre a tese do professor da universidade de Indiana, Olaf Sporns, que supõe que o cérebro armazena experiências sensoriais “na combinação de impulsos eletroquímicos transmitidos de uma célula cerebral para outra.” E só, porque ele propõe, como desafio científico, aprender a ler tais registros no “conectoma”, nome que deu a tais conexões neurais, fazendo uma analogia com o DNA, que armazena informações características. Conseguindo isso, cientistas realizarão um feito comparável ao acesso às informações contidas nas proteínas do DNA. E isto, ainda por analogia, será o mesmo que acessar programas e arquivos na memória de um computador alheio, sem ter acesso à identidade de seu dono.

Já foi demonstrado que é possível passar para um eletrodo as vibrações energéticas de um cérebro e, por meio delas, se operar algum artefato mecânico. As pulsações cerebrais funcionam como as de um controle remoto da televisão, a mover peças de máquinas. A novidade é o experimento, no qual, um rato no Brasil, foi ligado a aparatos eletrônicos e supostamente transferiu sua vibração cerebral a outro nos Estados Unidos.

Telepatia materializada? Não, mera transmissão de vibração pulsátil e mecânica de um cérebro a outro, que reage também de modo reflexo e mecânico, conforme a memória fisiológica e genética. A reação vibrátil estimula as sinapses nervosas que retêm memória das ligações associativas condicionadas na base de recompensas prazerosas e punitivas. Daí, os crentes que são céticos IGNORAM, por sacanagem ideológica, o ser que em última instância “opera a máquina, o computador, ou o cérebro material”, ao SENTIR a vibração e interpretá-la como “desprazerosa” ou “prazerosa”, e OPTA por agir conforme esta última SENSAÇÃO. Os que NÃO IGNORAM esse ser inteligente o chamam de mente, alma, ou espírito.

 

 

Prof. Jorge Melchiades Carvalho Filho

Fundador do NUPEP

Membro da Academia Sorocabana de Letras

Publicado na Folha Nordestina – edição de abril - 2013

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