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Ótima oportunidade ao leitor, de conhecer alguns conceitos básicos da teoria freudiana através de uma sintética, interessante e revolucionária versão não materialista. Ao relatar O SONHO que teve com o criador da Psicanálise, o autor vai expondo, de maneira acessível a qualquer pessoa interessada, os passos primordiais para o início de uma ANÁLISE pessoal, que leve em conta os anseios mais PROFUNDOS da alma.

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NÃO PRECISO DE NINGUÉM!

Quem já não ouviu alguém dizer que "se fez" sozinho na vida e que não é gentil, cordial e educado com outras pessoas, nem se esforça para fazer amigos, porque "não preciso deles, nem de ninguém"?

Na ocasião em que ouvimos algo assim, certamente procuramos ser pacientes e entender que a pessoa disse isso, talvez numa exaltação revoltada de momento, sem pensar na situação lamentável em que se coloca. Ela ficaria muito envergonhada se pudesse compreender que, ao dizer isso, confessa ser uma arrogante presunçosa e pouco racional. Diz, ignorando a vocação de ser profundamente social e todas as influências que recebeu do meio ambiente para chegar a ser o que é, seja lá o que for.

Suas relações do passado, como as mantidas com adultos da família, com irmãos e coleguinhas de folguedos, com professores e amigos, forjaram a sua personalidade. As relações do presente, com o cônjuge, filhos, empregadores, empregados, clientes e, até com quem ouve suas asneiras, dão o sentido para sua vivência pessoal, profissional e social, Ressalte-se ainda que, ao dizer tal absurdo, a pessoa também exibe como sua maior conquista, uma paupérrima situação afetiva.

Evidentemente, devemos procurar compreender que uma exaltada revolta talvez tenha obliterado, de modo inapelável, a capacidade de pensar e a memória da pessoa que assim fala, ao ponto de ela demonstrar tão vil INGRATIDÃO para com tantos; principalmente para com os pais que a geraram e dela cuidaram, até que se tornasse adulta e capaz de falar bobagens.

Mas o disparate em questão, convenhamos, talvez não seja motivado tão somente pelo estado de revolta da pessoa. Provavelmente ela já tenha se esquecido do amparo e da esperança recebidos nos momentos de insegurança e de angústia que passou na vida. Agora, talvez sinta-se fortalecida por boa condição econômica, a qual, forçosamente foi construída com a colaboração de outros; e, além disso, creia na fantasia de que o dinheiro compra tudo, inclusive amor, amizade e lealdade, por isso passou a vida toda se vendendo. Isto é, talvez sua revolta atual se dê porque toda colaboração que consegue é comprada! Pode ser que lhe faltem verdadeiros amigos porque não soube conquistá-los, e os seus pais a tenham gerado para receber bolsa-família e outros benefícios estatuídos para incentivar a procriação de produtores e consumidores para o mercado... É possível, também, que o parceiro ou a parceira com quem vive, tenha se unido a ela apenas para garantir a sobrevivência financeira, se associando na produção dos filhos para ostentar o tão requisitado status em moda - o de serum animal macho ou fêmea fértil - e os EDUCA para isso.

Qualquer pessoa, razoavelmente inteligente, precisa compreender todas essas condições antecedentes e presentes, para ouvir a mencionada besteira sem vomitar em cima de quem a fala. Para o bom cristão, então, essa compreensão precisa ocorrer até como uma precaução calmante, que antecede a busca do espírito ideal para orar em favor dessa pessoa infeliz, no sentido de implorar para que o seu parceiro conjugal não compartilhe da mesma disposição mental e não pense nela corno um ser desnecessário a ser despachado para o inferno. Ou mesmo para que seus filhos, imbuídos do exemplo e da educação recebida, não se mancomunem para encontrar um asilo onde possam interná-la, antes de abandoná-la definitivamente para viverem "com independência e sem precisar de ninguém", nos confins deste imenso país ou no exterior...

Finalmente, para quem já disse isso um dia, podemos pedir que PENSE, se puder e quiser, a respeito desta frase: Somos o que somos pela graça da Inteligência Universal e amparo daqueles que nos amam, nos protegem e velam por nosso sono, até que possamos acordar dos pesadelos gerados por conflitos com nossa natureza e semelhantes, e tendo os superado definitivamente, vislumbremos toda grandiosidade do amor circundante e que nos move.

 

Prof. Jorge Melchiades Carvalho Filho

Fundador do NUPEP

Membro da Academia Sorocabana de Letras

Publicado na Folha Nordestina – edição de maio - 2011

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